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Quem
és tu?
Maria
Tereza

Que
intensa magia é
essa que me
enfeitiça?
Que poder têm
as tuas palavras
que me escravizo
a um desejo
incontido de te
buscar e
descobrir
a força que
emana de ti e me
usurpa o juízo?!
Por
que meus olhos
procuram dos
teus a
transparência
e o meu
pensamento
viaja, rumo à
tua essência
escorregadia -
que desperta,
conquista e se
desvia,
num ir-e-vir que
me deixa aflita
e sem
coerência?
Quisera
conhecer os teus
herméticos
segredos!....
Quisera
entregar-me à
tarefa de te
desnudar!...
Quisera, antes
que tudo,
conhecer-te, ao
menos,
para explicar
esta vontade
incontrolável
de te amar...
Mas
tu me tentas...
com tuas
palavras, teus
versos,
como se
quisesses ser
único no meu
universo.
Como se foras um
duende travesso
e egoísta
que transitasse
à revelia e me
fugisse à
vista.
Como
se brincasses
com as horas e a
emoção:
ora sinalizando
o tempo, a me
lembrar que
existes...
ora escorregando
os minutos sem
que eu perceba
que muito tempo
se passou, desde
que fugiste.
Sussurras
poemas de amor
aos meus ouvidos
enredando-me
numa espera tão
inútil e vazia,
p'ra que a minha
vida pareça
não ter outro
sentido
que não as
palavras que
dizes em tua
cantoria...
Porque
tu falas tão
sem endereço,
sem qualquer
apreço,
que as entendo
dirigidas a mim,
pobre mortal...
e o meu
coração, feliz
e desavisado se
encanta
na pretensão de
ser a mulher que
em versos
cantas...
Não
quero que
partas, não
ainda, da minha
vida,
nem quero ver
perder-se esta
doce ilusão.
Só quero que
digas - ao
menos, que me
digas,
se sou eu a
mulher que
enternece o teu
coração.

Maria
Tereza
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