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Caminho
entre as
minhas
perdas
que
são
insetos
escuros,
e os
meus
ganhos: douradas
borboletas.
A
luz de uma
paixão, o
dedo da
morte,
o
grave
pincel da
solidão
desenharam
meus
contornos, firmaram
meu
chão.
Que
liberdade,
não
precisar
pensar;
que
alívio
não
ter
que
administrar
minha
vida:
apenas
andar, e
olhar,
apenas
ouvir essas
vozes
que vêem
de
longe, passam
por
mim
e
não
me dão
importância.
Porque
no
vasto
oceano,
a
minha
eventual
desarmonia
é
só uma
gota
desafinada.
Mais
nada.






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